Professores opinam sobre principais demandas da educação

Publicação original no site oficial da prefeitura de Santa Cruz Cabrália em 17/10/2014:

Professores opinam sobre principais demandas da educação

José Edson de Vasconcelos. Fotos, Toni Ormundo.

O grande volume de pobreza gerado pelas elites brasileiras ao longo de 5 séculos de história têm como resultado os grandes problemas hoje enfrentados pela população, que pressiona o setor público, demandando serviços como os de saúde, segurança e educação.

Agravando mais os efeitos da pobreza, a grande mídia, por meio de “spots” publicitários e da programação em geral, se enriquece cada vez mais por desenvolver desejos consumistas, embriagando a população com a mais variada propaganda comercial e ideológica, e levando os incautos a um “vale-tudo” para obtenção dos produtos da moda, em parte, causa da violência e de outros malefícios. Supostamente, até a educação sem conscientização social é usada para dar continuidade à concentração da renda, já que os “educados” são potencialmente colaboradores e/ou clientes de banqueiros, grandes industriais e empresários do setor tecnológico.

As transformações dos últimos anos, especialmente no que se refere à tecnologia, favorecem cada vez mais a grande mídia capitalista, respaldada pelo poder econômico dos concentradores de renda que a locupleta. Essa mídia cada vez mais assume o papel de partido político, pauta os poderes públicos, sustenta lutas por falsas liberdades e falsas democracias, suborna a arte, corrompe a consciência das pessoas e deteriora as relações sociais, atribuindo os conflitos à falta de educação, como afirma quase todos os dias o hipócrita comentarista Alexandre Garcia, da TV Globo.

Zilda Rosário e Stéfano Couto - Dia das professoras e dos professores - Professores opinam sobre principais demandas da educação.

COM A PALAVRA, PROFESSORAS E PROFESSOR.

Questionadas sobre as principais demandas da educação nos dias de hoje, duas professoras e um professor (todos da rede pública municipal de Cabrália) apontaram desafios diferentes para o ensino fundamental e médio.
Para a professora Maria d’Ajuda, aposentada em 2011, o problema de hoje é o mesmo de sempre (“os baixos salários”), mas ela mesmo admite que os salários da educação têm melhorado muito nos últimos anos.

Para professora Zilda Rosário, o principal problema é a superlotação das salas de aula. “Suportar 35 alunos muito levados todos os dias não é fácil”, argumenta.

Zilda Rosário e Stéfano Couto - Dia das professoras e dos professores - Professores opinam sobre principais demandas da educação.

O professor Stéfano Couto, que também dá aulas na rede estadual e em uma faculdade da igreja adventista, é da opinião de que são dois os principais problemas da educação: “Um é a formação do professor e sua atualização tecnológica; outro é a infraestrutura das escolas”.

Para ele, o professor tem que saber operar os novos aparelhos tecnológicos, direcionar o uso dos “softwares” e dos aplicativos. “Jogos como o GTA, por exemplo, que estimulam o uso de armas de fogo, podem ser redirecionados para o bem”, disse ele. Ligando a questão da formação à questão da infraestrutura, ele cita que em sua escola, por exemplo, tem apenas um “Data Show” para uso de 40 professores, e completa: “A arquitetura da maioria das escolas não passa de ‘escolas banheiro’. As salas de aula não têm ventilação adequada, são quentes, e parecem ter sido concebidas unicamente com a preocupação de proporcionar bastante privacidade”, explica.

Voltando ao primeiro problema, que é o da formação, ele lembra que normalmente não é levada em conta a relação entre os profissionais e nem o planejamento das ações do ensino. “Tudo é decidido na última hora, levando a resultados desconectados da intenção das políticas públicas do ensino” critica.

Stéfano diz ainda que “o ideal seriam faculdades atualizadas continuamente com foco na metodologia do trabalho científico e no desenvolvimento do interesse dos alunos, que são corresponsáveis pelos resultados e que devem compreender o espaço em que vivem, como ensinam os pesquisadores Paulo Freire e Edgard Morin”.

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