Porto Seguro: Martha Gabriel assume consumismo em seminário de inovação tecnológica

Richard Alves, Cícero Sena, Luigi Rotuno, Alex, Beto Nascimento e Martha Gabriel.

Richard Alves, Cícero Sena, Luigi Rotuno, Alex, Beto Nascimento e Martha Gabriel: Painel após a palestra.

Anunciada como “uma das maiores pensadoras digitais do Brasil (…), ganhadora de 5 prêmios internacionais (…)”, Martha Gabriel proferiu palestra no Seminário de Inovação e Competitividade no Turismo, realizado no auditório do Senac, em Porto Seguro, no dia 17/09/2015.

O vice-prefeito, Beto Nascimento, aproveitou o evento para estimular todos empreendedores de Porto Seguro a cadastrarem gratuitamente seus empreendimentos no novo site da prefeitura, www.portosegurotur.com, que é compatível com dispositivos móveis.

Esbanjando experiências internacionais, e termos em inglês mesmo quando as palavras vinham em telas escritas em português, Martha revelou seu deslumbramento com a globalização e com o consumismo incentivado pela tecnologia da comunicação. Ela disse que compra tanto pela Internet que, por causa do atraso da entrega, que pode, segundo ela, chegar até a 2 meses; quase todos os dias, quando ela nem sabe mais o que comprou, chegam coisas à sua casa. Em seguida ela explicou que compra muito, mas também distribui muito.

A palestrante estimulou empreendedores a conhecer melhor as tendências e a investir mais em tecnologia de comunicação via Internet, citando aplicativos como o “Uber” para afirmar que não adianta lutar contra a tecnologia da comunicação.

Negando os custos sociais dos novos tempos, em uma das telas de sua palestra Martha mostra um gráfico alegando que a tecnologia gera o mesmo número de empregos que destrói.

Também na palestra Martha cita um pensador que disse ser as máquinas os elementos mais importantes para dar respostas e os seres humanos os elementos mais importantes para fazer as perguntas.
Pena que, apesar de ter sido realizado graças ao apoio de instituições que se dedicam a interesses coletivos (Senac, Convention Bureau, Sebrae e Prefeitura), no seminário não foi aberta uma sessão para perguntas do público:

1) Partindo da premissa de que a democratização dos meios de produção é uma inovação necessária diante do desemprego causado pela tecnologia, a prioridade não deve ser incentivar investimentos públicos em novas ideias de desempregados que poderiam voltar a ser felizes no mercado de trabalho, fortalecendo o mercado consumidor e consequentemente toda a economia?

2) O que leva desenvolvedores de aplicativos da iniciativa privada a terem inteligência suficiente para criar novas funcionalidades em detrimento de coletivos que vinham funcionando, como é o caso do “Uber” com os táxis; e sensibilidade ou inteligência insuficiente para combater a desigualdade social que transforma o mundo em um barril de pólvora?

3) O que leva uma multidão qualificada de emigrantes da classe média de países pobres, a negar sua contribuição para a conscientização e para a melhoria da qualidade de vida em seus próprios países, e a sair em busca de melhores condições de vida nos países ricos que, por meio das tecnologias de comunicação, agravam a pobreza dos países pobres?

Transmissores de TVs pagas desprezam os canais de TV sem fins lucrativos

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(imagem do http://aline30.wordpress.com/2011/02/17/marionete/)

 

E-mail enviado em 08/10/2012 aos seguintes endereços:

Min. Comunicações – Ass. Contr. Interno (aeci@mc.gov.br); Ancine – Ouvidoria (ouvidoria.responde@ancine.gov.br); Ancine – Ascom (comunicacao@ancine.gov.br); Min Comunicações – Gabinete (chefia.gabinete@mc.gov.br); Anatel – Ouvidoria (ouvidoria@anatel.gov.br); EBC – Empr. Bras. de Comunicação (cenasdobrasil@ebc.com.br); Ancine – Escr. DF (escritorio.df@ancine.gov.br); Sky 2 (atendimento@sky.com.br); Sky (sky@news.sky.com.br).

 

 

Car@s senhores(as), boa noite.

 

Pelo presente, solicito que deem mais atenção aos telespectadores que se interessam pelos canais de TV Pública.

 

Contesto a expressão “TV por assinatura” porque a grade de canais não é opcional e sim imposta em pacotes. A Porto Seguro TV a Cabo, assim como a Sky e todas as outras empresas que têm concessão para transmitir sinais de TVs Pagas e de TVs abertas que eu conheço, vêm, em sua maioria, há décadas contribuindo com os programadores que embriagam os telespectadores com suas programações do mais baixo nível.

 

Apresentadores ridículos, sensacionalismo, excesso de notícias sobre violência, enlatados estadunidenses que incluem até programas de humor legendados, nem dá para serem comentados aqui, porque são simplesmente provincianos e aviltantes.

 

Aliada de toda esta baixaria, no caso da Porto Seguro TV a Cabo (Cable.com Telecomunicações Ltda), ela recentemente agrupou os canais de TV pública que eram sintonizados dispersamente no meio da programação de baixo nível, predominantemente de lavagem cerebral consumista, pregação evangélica, varejistas, telas cinza, telas azuis, etc, porém agrupou os canais das TVs Públicas no final da numeração da grade de canais, onde a imagem é péssima e o som tem ruídos insuportáveis.

 

Além disto, a referida transmissora de sinais troca os números dos canais públicos frequentemente, sem qualquer aviso ou explicação, eventualmente deixa os canais públicos absolutamente fora da sintonia, apesar de servir uma cidade baiana transmite o sinal não da Assembleia Legislativa da Bahia, mas sim das assembleias legislativas de São Paulo ou de Santa Catarina. Ao contrário, procede completamente diferente em relação aos canais sensacionalistas e de lavagem cerebral consumista, que são sintonizados com total estabilidade nos primeiros números da sequência de canais.

 

Entendo que se a comercialização de sinal de TV é uma concessão governamental, as distribuidoras de sinal deveriam ser obrigadas pela Anatel a disponibilizar todos os canais existentes, agrupados de acordo com a natureza das programações, por um preço razoável, e facultando ao telespectador a exclusão dos canais que quisesse excluir para diminuir o preço do pacote, sem que ficassem telas azuis ou cinzas entre um e outro canal. 

 

Acredito que só assim os programadores passarão a respeitar os telespectadores, já que trata-se de uma concessão pública, os telespectadores pagam pelo serviço e os programadores precisam de audiência para continuarem faturando alto com as inserções publicitárias. 

 

Ao contrário, da forma que funciona em todo o país, os programadores estabelecem suas programações exclusivamente do jeito que interessa aos anunciantes concentradores de renda que os locupletam, e os distribuidores do sinal não dão a menor chance aos telespectadores para que eles possam dizer não à manipulação da comunicação.

 

Minha conclusão é de que desta forma a TV é o pior câncer do Brasil e que ainda por cima contamina o rádio e a Internet, e faz dobradinha com a mídia impressa, formando, com raras exceções, uma rede de esgotos que somente poderá ser tratada com a regulamentação da mídia, o que não pode ser confundido com a censura branca diuturnamente praticada pelos patrões dos comunicadores e dos artistas.

 

Ressaltando que nenhum governo faz sentido se não atuar sistematicamente em defesa do povo, despeço-me pedindo desculpas pelos excessos e respeito dos fornecedores aos consumidores indefesos.